Um ano em poucas linhas – ou Como eu fui parar na Turma do Cantão – ou Homenagem a vocês, corações de pedra!

09dez06

Agora, mais do que nunca, a minha versão sobre o ano e a criação da Turma do Cantão. Afinal, tudo é uma questão de olhar (Gobetti), de transcender (Marizagal), de estar percebendo (Ozores), de “ME DESCREEEVE!” (precisa?).

Eu não estava no início das aulas do primeiro semestre. Só na terceira semana de aula eu tive minha estréia de calouro na UniSantos, e já não tinha mais trote – também, ninguém ia ficar esperando o bonitão aqui, né?

Lembro meu primeiro dia de aula como se tivesse sido há dez meses atrás. Era uma quinta-feira, entrei no meio da aula da Alessio, carteiras em círculo, já fui me sentar perto da porta – pra não cruzar a classe, ou passar despercebido, ou sair antes, ou foi o destino? Daquele canto da sala eu não sairia tão cedo.

O chato em chegar no meio das aulas, duas semanas e meia depois de iniciadas, é que a turma  já tá meio enturmada, o pessoal tá meio que naquela fase das brincadeirinhas, onde você mora, onde trabalha, e coisa e tal, e eu, que sou meio difícil de papo, tava me sentindo meio daslocado naqules primeiros momentos. Mas essa sensação durou pouco.

Terminada e tal aula, mal me levantava chegava o Jairo, cumprimentos, Edu também vinha, o pessoal em volta também se apresentava. Fundamental preu si-situar.Depois, Sociologia, Cláudio, e ele passou um questionário de modo que todos se apresentaram, e eu passei a ter uma noção de todos da classe. Holístico-hedonicamente falando.

(Já tava sisquecendo: outra pessoa marcante naquele dia foi a Elaine, hoje membro e que deveria ser blogueira da Turma do Cantão. Tava no meio da aula, ela me deu uma papel que a fessôra tinha distribuído pra todumundo. Parece insignificante, mas esses primeiros cantatos de terceiro grau são muito importantes.)

Mais tarde, dias depois, estreavam Tarcisio e Pri Corrêa, e esse pessoal – junto comigo os últimos a chegarem – iam marcando espaço naquela ponta da classe, do ladaporta. Na maior parte do primeiro semestre, aquelas duas benditas fileiras eram: Eumasmo, Zé Mário, Tarcisio, Pri Corrêa, Pri Bailhão, Elaine, GuilÉrme, Luana Fernandes e Roberta. Edu e Jairo dando a maior força.

(Dinovo: logo naqueles primeiros dias , me esqueço como se fosse há dez mases atrás, me chegava no intervalo o Guilherme, ProUni também, somos dois, a Bailhão também era, e formou-se um embrião.)

Antes que a afinidade, foi mesmo a geografia que nos uniu nos primeiros trabalhos. Éramos tipo os “Renegados da Classe” (esse nome até poderia pegar). Os primeiros trabalhos, aí sim, nos uniram na amizade. O resto, lucro.

No primeiro semestre, marcante foi o trabalho de Filosofia e Lógica, Castilho, em que a verdade apareceu: a quela gente, que eu considerava tão amigaminha, me sabotou uma vez que eu faltei e não me incluiu no grupo . A´eu fiz com o pessoal que hoje são os FRENÉTICOS (“Abra suas asas, solte suas feras…”), numa interpretação impecável de Richard Rorty, filósofo norte-americano. Aprendram a lição e tiveram que mengolir. Se apressaram pra voltar a contar comigo, cheios de foimals. Perdoei-os, e o segundo semestre guardava surpresas.

Agosto do cachorro louco: tem melhor mês pra se fundar a Turma do Cantão? O nome veio do Guilherme – TU MESMO, CARA! -, que anda dizendo “Como eu entrei na Turma do Cantão”. Pô, foi você que fundou a bagaça!

As duas Priscilas saíram, e no segundo semestre chegava a Mariana, da manhã. Quatro apresentações se destacaram. Quem não se lembra do Estado Novo, quando mais de um quarto dos alunos da classe eram do Grupo do Cantão? E od e Antropologia, sobre as feiras, que se não fosse pelo Dino Menezes (valeu, Gui), se ele não fosse, a gente estava na fossa?No de Psico foi legal porque a partir dele a gente se auto-afirmou, usando o nome na apresentação e criando um programa, o “Melhor da Noite” – aqui os créditos são da Luana. O de Sociologia merece um parágrafo exclusivo.

A segunda edição do “Melhor da Noite” veio na apresentação de sociologia, (PRK-30), em que Eumesmo e o Tarcisio tivemos que vestir paletó, gravata, bigode-anos-50, mudar nossas lindas vozes para fazer um programa “ao morto” de Lauro Borges e Castro Barbosa – sobre esse trabalho tem um texto nestamerda. (O que vocês não pedem sorrindo que a gente não faz chorando?)

Apesar dos pesares, posso dizer que esse foi um dos três melhores anos (anOs) da minha vida, pau-a-pau com 2005 e 1992 – que besteira…Claro, nem tudo são flores, mas estou numa faculdade, no curso em que cada dia mais acredito ter vocação, não peguei DP, estou trabalhando, fui dispensado do exército, etc, etc. Mais que isso, o que valeu foram as amizades que fiz: pessoas diferentes, interessantíssimas, inteligentes, cada um com uma história de vida e, ao mesmo tempo, com muito a realizar.

Já foi um ano, restam três. Eu sei, vão passar como um avião, digo mais, como um Legacy de transponder desligado, esperando o seu Gol de placa. Cabe a nós aproveitar cada momento, cada dia que não tiver aula, cada sábado depois do Agência, porque não vai ser fácil. E a união é o que vai prevalecer, porque a união faz açúcar. Que venham mais seis semestres!

Uma semana de férias e eu já louco pro ano que vem. Lamentável!

Frase de despedida: Ninguém é perfeito, mas vocês podem melhorar!

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One Response to “Um ano em poucas linhas – ou Como eu fui parar na Turma do Cantão – ou Homenagem a vocês, corações de pedra!”

  1. Garoni, fico feliz em saber que fazemos parte da sua História – os Frenéticos.
    Você apenas esqueceu de mencionar a aula que te dei sobre raiva e indignação – como atuar?

    Forte abraço.


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