Cultura afro é mostrada em diferentes trabalhos

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Africanidades e intimidades entre quintais é o tema da exposição que vai até o próximo domingo, dia 13 de maio, na Estação da Cidadania. A mostra conta com fotos, textos, gravuras e vídeos que retratam vários aspectos da cultura africana, assim como sua relação com o povo brasileiro e influências nele impressas.

O projeto, idealizado pela jornalista Soraia Melo e pela artista plástica Daniela Mattos, reuniu outras três profissionais que têm em comum o interesse pela cultura afro-brasileira. Marise Escobar, formada em Artes, pesquisou a relação da africanidade com a cidade de Santos, centro abolicionista no final do século XIX. Joyce Farias, professora de Artes, desenvolveu ano passado um TCC em que criou um material didático abordando história e cultura africana e afro-brasileira, tema incluído na grade curricular por legislação federal. A psicóloga Fernanda Almeida realizou pesquisas em quilombos do norte de Minas Gerais.

Além disso, a exposição conta com 18 fotografias do cientista político francês Thibault Hatton. Ele participa do projeto Men As Partner, que desenvolve estudos sobre o homem, a erradicação da violência de gênero e prevenção de HIV/Aids, da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul. As fotos são de paisagens e comunidades da Namíbia, Botsuana e África do Sul. Hatton morou por quatro anos de sua infância em Madagascar.

Fernanda Almeida foi quem conseguiu as fotos do pesquisador francês. Ela já conhecia seu trabalho desde que esteve na África do Sul, no final do ano passado. Quando recebeu o convite de Soraia por sua pesquisa e participação na I Conferência Quilombola do Norte de Minas, lembrou do trabalho de Hatton. Explicou a ele como era o projeto e foi atendida, obtendo as fotografias.

Na exposição também são exibidas fotografias de Fernanda: são 16 no total, mostrando um pouco da rotina dos que vivem em locais como o Quilombo de Gorutuba ou o da Lapinha, em Minas Gerais. A psicóloga afirma a importância dessas imagens chegarem principalmente às crianças, que pouco sabem sobre as comunidades quilombolas. “Muitos não conhecem. Perguntam até se eles falam português”. A relação das fotos brasileiras com as da África impressiona muitos, que de acordo com Fernanda “não têm idéia de como vivem os africanos, alguns pensam que eles são canibais”.

Após o fim da exposição na Estação da Cidadania, a proposta é levá-la para escolas, universidades, ambientes diferentes das galerias de arte. O público jovem é o principal alvo da mostra, que tem realizado visitas monitoradas no local. São exibidos três vídeos com o making of de alguns dos trabalhos, além de atividades sobre cultura afro-brasileira. No último fim-de-semana, cerca de 80 pessoas compareceram na oficina, na maioria educadores. Ontem, às 14 horas, houve oficina de arte com a ONG Camará, com turmas de 7 a 11 e 12 a 15 anos, e a presença de todas as expositoras.

Numa das gravuras da exposição, obra de Joyce Farias, foi permitida a inscrição de frases dos visitantes: “Adorei tudo! A impressão que tive é que estava numa viagem no tempo e na cultura. Parabéns a todos!”, “Sou negra e hoje completa, consciente e inteirada sobre minhas raízes africanas. Ótimo trabalho. Parabéns, sucesso e felicidade”. São apenas alguns dos vários textos de incentivo e satisfação com a mostra.

Pode-se visitar a exposição até o próximo domingo, das 10 às 18 horas. A entrada é gratuita, e são aceitas doações de livros para a construção de uma sala de leitura na ONG Proeco, na Zona Noroeste.

Palestra – No próximo sábado, às 14h30, o professor Marcus Vinicius, da UniSantos, ministrará palestra sobre “O Negro na Mídia”. A Estação da Cidadania fica na Avenida Ana Costa, 340. Na quarta-feira, pode ser realizada monitoria, das 14 às 16 horas. Pode-se inscrever no local ou pelo telefone (13) 9739-3107, com Marise Escobar, após as 12 horas.

Márcio Ribeiro Garoni

(Agência Facos de 6 de maio de 2007)

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  • ERRATA: No impresso saiu “Africandades”, duas vezes. Corrigi aqui, pelo menos. Mais atenção da próxima vez.
  • A matéria só saiu decente graças à Soraia e à Fernanda. Tava só com um release o o celular da Soraia, sendo que nem tinha falado antes com elas. Não tinha ninguém lá. Liguei pra ela, que me passou o telefone da Fernanda. Liguei pra Fernanda, que me deu o endereço, e lá fui eu pra fazer a entrevista. Se não, ia sair um totó.
  • À tarde eu voltei lá, conheci as meninas, que receberam as crianças do Camará, muito interessante.
  • Tava querendo fazer mesmo uma matéria cultural, e não poderia ter aparecido oportunidade melhor que essa exposição, com um tema desses ainda…
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2 Responses to “Cultura afro é mostrada em diferentes trabalhos”

  1. olá!

    caí de pára-quedas no teu blog e ameeee d+!

    mto bom 😀

    a net ta precisando de sites como o teu!

    aparece no meu blog sempre q qser!

    ^^

    Valeu paty! Tô aparecendo lá! Só não tenho certeza se a net precisa disso, mas tudo bem.

  2. 2 Priscila Moreira

    [b]Olá gentee caii aquii e ameiii esse site[:d] Eu queria pedir um favorzinho p/ vocês,estou presisando achar um cientista negro brasileiro p/ um trabalho super importante de escola se vocês só mandassem o nome dele estava bom 😉
    Bjs bjs e muitoOoOo obrigada!!!


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