Basquete sobre rodas busca mais praticantes

29nov07

Com o objetivo de divulgar o basquete sobre rodas em Santos, está sendo realizado neste final de semana o Torneio Santista de Basquete sobre Rodas. Os competidores, homens e mulheres de São Paulo e outros estados do Brasil, ainda enfrentam dificuldades na prática do esporte.

Um grande empecilho para que o basquete sobre rodas tenha mais praticantes são suas próprias famílias, como afirma o gaúcho Joel de Goes Lima. Ele tem 25 anos e pratica o esporte desde os 13. O basquete sobre rodas foi o primeiro esporte que praticou, e ele conta que sofreu muita resistência dos pais no início. Tudo começou como uma recreação, e hoje ele disputa torneios em diversas regiões do País. Joel joga pela equipe de Caxias do Sul, que disputa a terceira divisão brasileira da modalidade. O time é apoiado pela Universidade Caxias do Sul e Unimed Nordeste, onde trabalha como auxiliar administrativo.

As regras do basquete sobre rodas são semelhantes às do basquete comum. São normais os choques entre cadeiras de rodas, que muitas vezes viram. Nesse momentos, se o jogador não consegue se reerguer, o juiz pára o jogo e o atleta é auxiliado pelos colegas ou o treinador. Também é usual a troca de rodas durante a partida, e o preparador físico muitas vezes atua como mecânico, na reposição das peças da cadeira.

Na primeira partida de ontem, o time de Caxias, misto, venceu a Seleção Paulista feminina por 46 a 30. A treinadora da equipe paulista, Ana Cardoso, afirma que é normal as meninas jogarem contra equipes masculinas e mistas, difícil é elas disputarem contra times femininos, em razão do baixo número de mulheres interessadas em praticar o esporte. Ela idealizou a criação dessa seleção há três anos, que é composta por atletas principalmente de Santos, Rio Preto e São Paulo, as cidades com maior prática da modalidade. Esporadicamente elas se reúnem para treinar juntas, e no final deste mês disputarão o campeonato brasileiro feminino, em Niterói.

Ana diz que o principal problema enfrentado pelos esportes adaptados é a pouca atenção que a mídia dá ao assunto. Ela cita como exemplo os últimos Jogos Parapan-Americanos, disputados logo após o Pan, no Rio. “A mídia só mostrou o Parapan em flashes, e poucos souberam que o Brasil foi campeão”. Assim como Joel, Ana afirma que as famílias prejudicam muito a aptidão do deficiente para o esporte, na medida em que apenas os apóiam para o trabalho, na maioria das vezes nos call-centers.

Federação Paulista – Em 12 de abril de 1997 foi fundada a Federação Paulista de Basquete Sobre Rodas (FPBSR), em Campinas. A partir de 1999, a federação passou a ser apoiada pelo Governo Estadual, através da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer. Além dos recursos estaduais, a entidade se sustenta com os clubes associados, entre eles a Associação dos Deficiente Físicos de Santos (ADFISA), presente desde a fundação da FPBSR.
 

Márcio Garoni

(Agência Facos, 18.11.07)

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  • Sorte que eu vi a propaganda desse campeonato na noite da sexta, pra no sábado de manhã ter alguma coisa decente pra cobrir.
  • Pra quem não está acostumado a assistir o basquete sobre rodas, impressionam muito os choques entre a cadeiras. O jogo é muito duro! E quando um cai? Ali, ninguém tem dó, não interessa nem se é mulher.
  • Achei estranhos uns pedaços de naumseioquê do outro lado do ginásio, na arquibancada, perto de umas mochilas e tal. Quando fui ver melhor, percebi que eram pernas mecânicas! Sabe manequim? Tinha umas em pé (se é que posso dizer assim – perna deita?), só esperando o dono.
  • É muito melhor quando a gente sai pra fazer uma matéria como essa, diferente. Você sabe que vai conhecer uma coisa nova. E poder contar isso depois… Já sentiu alguma vez que você nasceu pra isso?
  • Tenho um problema sério, que vezenquando aparece. Eu demoro muito pra fazer as entrevistas. Nessa, eu assisti o jogo inteiro, pra depois levantar a bunda da arquibancada e ir à labuta. É claro que se eu não esperasse o jogo terminar, não ia dar pra falar com os dois com quem eu falei, mas nesse meio-tempo podia falar com outros. Corrigir pros próximos.
  • Claro que não pros próximos Agência. Este foi meu último. Fim da minha história no jornal! Vou sentir saudades, mas como diz o urologista, bola pra frente.
  • Posso me sentir orgulhoso de todas as matérias que fiz, todas publicadas aqui. Cada mancada, cada sacada, cada cagada… ou você não leu a matéria dos motéis?
  • Não lembro bem qual era o meu propósito quando escolhi o jornalismo, nem que assuntos eu gostaria de levantar no começo desse ano. Mas, relendo o que eu produzi até aqui, posso ver que os assuntos têm uma temática bem interessante.
  • Deixa eu parar por aqui, porque eu sou MUITO suspeito para falar. Cada um tira sua conclusão, que nem eu tenho a minha. Bom.
  • Fiquem com a foto do último fechamento. Eu ainda tava sem a dentadura, por isso não mostrei os dentes.

o último Agência

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One Response to “Basquete sobre rodas busca mais praticantes”

  1. Poxaaaaaaaa
    Nem tava na foto, mas td bem.. o que importa eh q passei momentos mto legais todos os sabados de manha com esta turma!!!

    Bjs márcio!

    Foram sábados inesquecíveis, principalmente aquele do motel.


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