Ela viu o bairro nascer

26mar08

Márcio Garoni e Roberta D’Ávila

Uma das mais antigas moradoras da Nova Cintra é Leta Brandão Mendes. Com 58 anos, ela mora no bairro desde os 3 e lembra de como era o lugar. Quando era criança, eram só grandes sítios, sem ruas, “só caminhos de charrete”.

De segunda a segunda, ela toca o minimercado que abriu com o marido, e que permitiu a criação dos quatro filhos, com idades entre 30 e 40 anos.

Quando o movimento é fraco, Leta tem como passatempo fazer crochê, que aprendeu com a mãe. Faz almofadas para sofás e enfeites para potes, entre outras peças. Costumava vender tudo, mas conta que hoje só faz peças para a própria casa. “Hoje em dia, o pessoal está muito muquirana”, brinca, com o conhecimento de 41 anos como comerciante.

Apesar de não ser muito vaidosa – “Nunca gostei de me maquiar”, diz -, Leta admira duas mulheres pela beleza: “Vera Fischer e aquela outra da novela, a Suzana Vieira”.

A comerciante Leta Brandao criou quatro filhos com muito trabalho

Foto: Roberta D’Ávila

Mural dos Morros nº1, março de 2008

– “Elas, em primeiro lugar” –

♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Bem, esta foi a primeira matéria do Mural, marcando o início da temporada 2008 da minha vida acadêmico-jornalística.

As edições do Mural são temáticas -esta teve como tema a mulher, por causa do 8 de março- e mensais.

O problema é o espaço que se tem para publicar as matérias, bem pequeno. O texto precisa ser o mais conciso possível. A primeira versão desta beleza que acabaste de ler tinha o dobro do tamanho. Cortado como ficou, parece ter perdido um pouco do sentido.

Mas não para você, só você, que insiste em visitar o “Crônicas”. Terá o prazer(?) de ler a versão como-eu-queria dessa matéria, tipo a versão estendida que vem no dvd.

É uma versão mais literária, mais romântica, mais poética. Na verdade, mais bobinha. Mas como um dos propósitos disto aqui é a esculhambação, principalmente a minha própria…

Uma das mais antigas moradoras da Nova Cintra é Leta Brandão Mendes. Com 58 anos, mora no bairro desde os três. Lembra de como era o lugar quando criança: apenas grandes sítios, sem ruas, “só caminhos de charrete”.

Há 41 anos, de segunda a segunda, toca o minimercado que abriu com o marido, que possibilitou a criação dos quatro filhos, com idades entre 30 e 40 anos.

Quando o movimento do mercadinho é fraco, dona Leta tem como passatempo fazer crochê, ofício aprendido com a mãe. Faz almofadas para sofás, enfeites para potes, entre outras peças, todas a mão. Costumava vender, mas conta que hoje só faz as peças para a própria casa. O motivo é que os vizinhos não queriam pagar pelo trabalho. “Hoje em dia o pessoal tá muito muquirana”, afirma, com o conhecimento de 41 anos como comerciante.

Apesar de não ser muito vaidosa (“nunca gostei de me maquiar”, disse), dona Leta admira duas mulheres pela beleza: “Vera Fischer”, após recorrer ao filho para lembrar o nome. “E tem aquela outra, da novela”. “Suzana Vieira”, responde o repórter, após algumas pistas. “Isso. Parece que elas nunca envelhecem, estão sempre bonitas”, disse. E voltou ao crochê.

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2 Responses to “Ela viu o bairro nascer”

  1. Oiiii

    é sempre bom acompanhar a sua vida “acadêmica/jornalística”

    beijo!

    =)

    Bom rir do sofrimento alheio, né!

    Brigado, beijo

  2. Legal o texto do Mural… Vai dar mais dó publicar os dois desse mês, já que um virou intertítulo e o outro (com minha co-autoria) virou fumaça msm… Maldita falta de espaço!

    Vai ter q aprender a escalar pra fazer o próximo texto, hein?

    Vou publicar tudo! tudo! tudo! Aqui não tem limite. Problema do leitor!

    (O cara nem consegue escrever o próprio nome. Ou então perdeu o ‘r’ do teclado.)


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