Mural 2

01maio08

Escolas da família

Tamires Mieko e Márcio Garoni

As atividade nos fins de semana no Morro do São Bento são bem diversificadas, graças ao Projeto Escola da Família. Na escola Profa. Therezinha de Jesus, as crianças cursam informática e culinária, e participam de recreação, aulas de dança e futsal. A educadora Ivanete Marques considera que deveria ter mais pessoas ajudando no projeto, principalmente universitários. Ela também conta que os idosos gostariam de participar de alguns cursos, mas têm dificuldades de locomoção.

MORRO DA PENHA – A escola Martins Fontes é uma das opções de lazer para as crianças e os adolescentes. Fica aberta à comunidade nos fins de semana, quando os jovens podem jogar futsal e tênis de mesa, além de participar de oficinas de desenho e decoração de unha.

A educadora Suzy Darlen Morais afirma que o sucesso do projeto se dá pelo ambiente criado entre educadores e adolescentes, que propicia a mudança de postura de muitos deles. Um exemplo é dado pela garota Bianka Pereira de Lima, de 10 anos, que sempre freqüenta a unidade. “Tenho uma amiga que há um ano não recebe um abraço da mãe. Aí a gente vai e dá um abraço nela.”

Mural dos Morros nº 2, abril de 2008

* * * * *

A parte que me coube deste latifúndio foi a partir do segundo parágrafo, sobre o Morro da Penha. Ficou bem menor do que seria. Também teve outra matéria que acabou não saindo. Como vedes, espaço no Mural é artigo de luxo.

Mas não aqui, gabiru! Segue a matéria “na íntegra”, além da exclusiva, privilégio dos leitores do Crônicas. Acredite que são poucos os privilegiados, até porque são poucos os que visitam essa porcaria. Mas deixa eu deixar de conversa fiada, essas são as versões até ontem não publicadas, com fotos também inéditas.

 

Sábados e domingos na escola

A escola Martins Fontes, no Morro da Penha, é uma das opções de lazer para as crianças e os jovens do bairro. Nos fins de semana, fica aberta à comunidade, fazendo parte do Projeto Escola Total, onde se tem acesso a atividades culturais, artísticas e esportivas. Cerca de 40 jovens que freqüentam a escola nos fins de semana têm a possibilidade de jogar futsal, tênis de mesa ou jogos de tabuleiro, além de participar de oficinas de desenho e decoração de unha.

Também há o projeto “Pra ver a Banda Tocar”, monitorado na escola por Ricardo Moreira dos Santos, que há cinco anos trabalha nessa área, principalmente em escolas de Cubatão. Para ele, além do lazer, esse projeto traz para as crianças a disciplina a partir da música. “E é uma forma de dar opção para os jovens não ficarem nas ruas”, completa. O projeto, direcionado a pessoas de até 18 anos, teve início este ano e já possui cerca de 35 integrantes.

A fonoaudióloga Suzy Darlen Morais afirma que o sucesso do Escola Total não se dá tanto pelas oficinas, mas pelo ambiente criado entre educadores e adolescentes. Há dez meses ela é educadora na unidade e observa a mudança de postura de muitos deles, em razão dos valores que adquirem nos fins de semana.

Suzy diz que os adolescentes têm muitas carências, principalmente sentimentais, e buscam supri-las na escola, seja se divertindo com as brincadeiras ou na simples convivência com os amigos. Um exemplo é dado pela garota Byanka Pereira de Lima, de 10 anos, que sempre freqüenta a unidade: “tenho uma amiga que há um ano não recebe um abraço da mãe. Aí a gente vai e dá um abraço nela.”

Márcio Garoni) Projeto Pra Ver a Banda Tocar, tocado na escola Martins Fontes

 

Guilherme Júnior) Professor Ricardo e alunos do projeto Pra Ver a Banda Tocar

Tarcisio Oliveira) Tênis de mesa na Escola Martins Fontes, na Penha. Ao fundo, um blogueiro aparecido

 

 

Um grande negócio

Guilherme Júnior e Márcio Garoni

A R$ 1,50 a hora pode ser utilizado um dos oito computadores na salinha espremida onde Edson Berto decidiu abrir uma lan-house. Desde agosto do ano passado funciona a Cruz de Malta, a única casa do tipo no Morro do Saboó.

Edson, que já possui uma mercearia no Morro do Pacheco, teve a idéia da lan-house ao ver que na vizinhança não havia qualquer lugar onde os jovens pudessem jogar jogos eletrônicos, fazer pesquisas escolares ou simplesmente entrar em sites de relacionamento e bate-papo.

O negócio deu certo, e a freqüência da lan-house é determinada pelo horário. Pela manhã, o local é utilizado pelas crianças que estudam à tarde. À tarde, é a vez das crianças que estudam de manhã. Já à noite, são os adolescentes que freqüentam a casa, principalmente para utilizar salas de bate-papo. “Aqui fica aberto até uma da manhã, no mínimo”, completa Edson, há oito meses sem concorrência no Saboó.

 

Márcio Garoni) Lan House Cruz de Malta, no Morro do Saboó

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2 Responses to “Mural 2”

  1. É isso aí, vamos democratizar o espaço “limitado” que nos é oferecido no Mural. Tudo bem que na edição de maio quase faltaram fotos, tamanha a escassez de textos… O povo tá preguiçoso!

    Só uma correção: Guilherme Rodrigues é meu pai, eu sou Guilherme Júnior, capiche?

    Sim, corrogido, sem precupação.

    E capiche é o catzo! É capice. Mais capricho com o nosso querido francês.

  2. Pooo, foi mal, nessa aula de alemão eu faltei…

    Vou escrever a versão em esperanto:
    sole unua korekto: Guilherme Rodrigues estas mia patro, mi estas Guilherme Júnior, kompreni?

    Agora sim!

    Queria aproveitar pra mandar um abraço pra todo o pessoal de Esperança. A bear hug, people.


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