era do medo

08ago15

cada madrugada, vida inteira
os rascunhos apagados perdidos
memórias,
suspiros esforços
verdes no cardápio em tela
negativas
e os não-entendidos
desencontros da vida (é a vida…)
por que não deu?
o que poderia e não?

conversas
vontades de arrebatamento
de quem saber e quem não querer
o contratempo
possibilidades
amores confessos
amores mal alimentados
cafés da manhã em casa ou na padaria da esquina, aqui pertinho
os teus textos mais recentes lidos em segredo
todos os nossos medos
por quê?

isso e nada mais,
sincero, total
concreto como a cidade lá fora
sozinho
meio cansado
absoluto
inquieto
no meu
canto
ensaiando o sonho ruim de todo dia:

– e se você? por quê?

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One Response to “era do medo”

  1. 1 Larissa Oyadomari

    nossa, mexeu comigo.


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