Archive for the ‘conto’ Category

a tatuagem

23dez16

Daniela estaria diferente naquele segundo encontro: cabelo bem curto, sem as tranças… se ela não tivesse me alertado sobre a mudança no visual, não a reconheceria facilmente ali na catraca do metrô, um sábado à tarde, no centro da cidade. Três meses depois, eu estava muito mais tranquila do que na primeira vez. Nesse intervalo, […]


O meio do fim

08nov16

Desperto do sono e olho o celular. 21:38. Sonhava com música tocando, cinco segundos mais e da janela vem o som: são gritos e bombas. Trinta e um de agosto, uma data pra história, e ela acontece também aqui, doze andares abaixo, em um prédio entre o Minhocão, a Consolação e a São João. Os […]


Banho de mar

09jun12

*Publicado na coletânea Santos Revisitada (2011), do selo editorial artesanal Estação Catadora, do Ponto de Cultura Estação da Cidadania e Cultura de Santos. Organização de Alessandro Atanes. (À Mari) É sexta-feira. No jornal leio uma nota, sobre um show à noite. Heitor Mário e sua banda, no Internacional. Blues e rock and roll, que há […]


A Gordinha atravessava a avenida na tarde ensolarada. Passou na frente do Homem que Levava a Carroça de Recicláveis. Fascinado, ele secava com os olhos a mulher que, no vestidinho vermelho que realçava suas carnes, fingia não perceber. No canteiro central, porém, começou a gostar dos olhares tarados que a lançava o Homem que Levava […]


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Tinha 25 anos e, desde adolescente, tinha uma estranha mania. quando tinha dúvidas de algo que acontecia em sua vida, pegava um caderno velho e escrevia o que tinha se passado. Na maioria das vezes, esticava essas narrativas até o dia seguinte, para reforçar as atitudes que fatalmente iria tomar. O método nunca falhava: tudo […]


Infância

30ago09

– Vamos ali comigo. Aquela manhã tinha um sol incrível, do tipo que reserva grandes surpresas. Boas e doces surpresas. Claro que na época eu não entendia nada de sóis e surpresas, mas sabia que alguma coisa estava para acontecer. Ainda mais depois do convite dela. Tínhamos o quê, uns 4, 5 anos? Por aí. […]